SÍFILIS GESTACIONAL COMO MARCADOR DE VULNERABILIDADE REPRODUTIVA: ANÁLISE TEMPORAL EM MUNICÍPIOS DO INTERIOR CAPIXABA

Autores

  • Estephany Sabino de Souza
  • Nyvea Maria Rodrigues dos Santos
  • Teresa Cristina Ferreira da Silva
  • José Marcos Nunes Benevenute
  • Mariela Pitanga Ramos
  • Márcia Bitencourt Ravani
  • Juliana de Souza Soares
  • Renata Vargas de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n5-036

Palavras-chave:

Doença Infectocontagiosa, Sífilis, Vigilância Epidemiológica

Resumo

A sífilis doença infectocontagiosa causada pelo treponema pallidum, transmitida por via sexual e transplacentária, atinge de forma mais preocupante, gestantes e imunodeprimidos. É de diagnóstico e tratamento simples e seguro, com penicilina. O enfermeiro tem papel fundamental, na prevenção, diagnostico e controle da doença. O objetivo geral do estudo foi analisar as notificações de sífilis gestacional de 2012 a 2023, nos municípios de Alegre e Guaçuí do estado do Espirito Santo. E, especificamente avaliar a distribuição anual das notificações de sífilis gestacional; investigar o perfil sociodemográfico das gestantes com sífilis quanto a idade, raça, escolaridade, município de residência e averiguar a evolução clínica dos casos de sífilis em gestantes notificados em Alegre e Guaçuí. Trata-se de estudo transversal, exploratório, descritivo, quantitativo, de dados secundários públicos, no Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), das notificações de sífilis em gestantes, de 2012 a 2023. Os resultados demonstraram variações no número de casos de sífilis materna, com predomínio nos anos de 2017 e 2018. A maior prevalência encontrada foi de 55 (72,4%) nas gestantes de 15-19 anos, de raça parda com 32 (42%) e 22 (29%) com ensino fundamental incompleto. Em Alegre a fase primária da infecção sobressai enquanto em Guaçuí, foi a fase latente. Portanto, foi possível observar que os casos de sífilis gestacional se comportam de forma oscilatória, sugerindo falhas assistenciais. A incompletude de dados das notificações pode ter comprometido a identificação de padrões embora ainda demonstre a necessidade de implementar intervenções eficazes para o controle da sífilis gestacional.

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Publicado

2026-05-11

Como Citar

de Souza, E. S., dos Santos, N. M. R., da Silva, T. C. F., Benevenute, J. M. N., Ramos, M. P., Ravani, M. B., Soares, J. de S., & de Oliveira, R. V. (2026). SÍFILIS GESTACIONAL COMO MARCADOR DE VULNERABILIDADE REPRODUTIVA: ANÁLISE TEMPORAL EM MUNICÍPIOS DO INTERIOR CAPIXABA. Revista De Geopolítica, 17(5), e2367. https://doi.org/10.56238/revgeov17n5-036