INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A PRÁTICA DOCENTE EM SALA DE AULA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-018Palavras-chave:
Algoritmos, Aprendizagem, Docência, Inteligência Artificial, MediaçãoResumo
Cenários educativos contemporâneos têm revelado uma tensão fértil entre práticas consolidadas e a incorporação de dispositivos inteligentes que reorganizam tempos, modos de interação e possibilidades de acompanhamento pedagógico. Em lugar de aderir a discursos de promessa tecnológica, torna-se necessário examinar como tais recursos dialogam com a dinâmica real das salas de aula, especialmente quando professores precisam articular sensibilidade didática e leitura crítica de informações geradas por sistemas automatizados. O objetivo orienta o percurso: analisar como a Inteligência Artificial pode fortalecer processos formativos quando associada a propostas pedagógicas capazes de interpretar nuances do cotidiano escolar. A pesquisa bibliográfica sustenta essa discussão ao reunir contribuições que investigam mediação digital, práticas de interpretação de dados e estratégias de personalização que respeitam ritmos individuais de aprendizagem. Os estudos consultados mostram que o uso de mecanismos inteligentes requer profissionais aptos a julgar quando seguir recomendações algorítmicas e quando reconfigurá-las em favor de trajetórias mais inclusivas. Embora plataformas digitais ofereçam análises rápidas, o risco de padronização excessiva exige postura vigilante e decisões fundamentadas em princípios ético-pedagógicos. Observa-se que instituições que integram esses recursos de modo planejado tendem a construir ambientes em que investigação docente, acompanhamento contínuo e leitura contextualizada se tornam elementos indissociáveis. Assim, a Inteligência Artificial atua como suporte estratégico, preservando a centralidade do educador na condução de experiências de aprendizagem mais sensíveis e rigorosas.
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