DIAGNÓSTICO DA NEUROTOXOPLASMOSE: CORRELAÇÃO CLÍNICA E RADIOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-051Palavras-chave:
Neurotoxoplasmose, Toxoplasma gondii, Diagnóstico Clínico-Radiológico, Ressonância Magnética, HIV, Sistema NervosoResumo
A neurotoxoplasmose (NTX) constitui a manifestação neurológica mais frequente e grave da infecção pelo Toxoplasma gondii em indivíduos imunocomprometidos, especialmente pacientes vivendo com HIV com contagem de linfócitos T CD4+ inferior a 100 células/mm³ e receptores de transplante de células-tronco hematopoéticas. O presente estudo objetivou analisar a correlação entre os achados clínicos e os padrões radiológicos na consolidação diagnóstica da NTX. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa realizada na base PubMed, incluindo artigos publicados nos últimos cinco anos, em português e inglês, que abordassem diagnóstico e manejo da doença. Os resultados evidenciam que a apresentação clínica é predominantemente subaguda, caracterizada por febre, cefaleia progressiva, confusão mental, déficits neurológicos focais e crises epilépticas. O diagnóstico é majoritariamente clínico-radiológico, sustentado pela presença de sorologia IgG positiva, exclusão de diagnósticos diferenciais e resposta terapêutica empírica. A ressonância magnética demonstra maior sensibilidade em comparação à tomografia computadorizada, sendo típicas as lesões múltiplas com realce em anel e edema vasogênico perilesional, além do sinal do alvo excêntrico. Técnicas avançadas, como DWI, espectroscopia por RM e SPECT, ampliam a acurácia diagnóstica e auxiliam na diferenciação com linfoma primário do sistema nervoso central. Conclui-se que a integração entre dados clínicos, laboratoriais e radiológicos permanece como o principal pilar para o diagnóstico precoce e seguro da neurotoxoplasmose, permitindo conduta terapêutica oportuna e redução da morbimortalidade.
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