RAIVA HUMANA, UM DESAFIO NA SAÚDE ÚNICA – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-194Palavras-chave:
Desmodus rotundus, Saúde Única, ZoonoseResumo
Considerada a única doença infecciosa com quase 100% de taxa de letalidade, a raiva é causada pelo Rabies virus do gênero Lyssavirus e família Rhabdoviridae, tendo como principal reservatório o morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus. Essa patologia apresenta caráter zoonótico, sendo uma infecção neurológica progressiva, aguda e fatal para os mamíferos. Transmitida principalmente por meio de mordedura com o tempo de incubação variável, é essencial o diagnóstico precoce dando início imediato ao tratamento para que o indivíduo tenha chances de sobreviver sem danos diversos. Analisando essas informações e o fato de ser endêmica em diversos países apesar das várias ferramentas utilizadas para controle, pode-se dizer que essa doença é um grande desafio na Saúde Única conectando seres humanos, animais e meio ambiente. Esse trabalho tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre a raiva humana, trazendo história, etiologia, patogenia, meio de transmissão, diagnóstico, tratamento, controle e casuística.
Downloads
Referências
1-CORREA W.M. e CORREA C.N.M. Enfermidades Infecciosas dos mamíferos domésticos. Invarella, SP, 1.991.
2- TROUPIN C. et al. Large-scale phylogenomic analysis reveals the complex evolutionary history of rabies virus in multiple carnivore hosts. PLoS Pathogens, 2016.
3- VELASCO-VILLA A. et al. The history os rabies in the Western Hemisphere. Antiviral Research, 2017.
4- WILLOUGHBY R. E. Jr. et al. Survival after tretment of rabies with induction of coma. New England Jornal of Medicine, 2005.
5- MARTINI M., CAVARRA B., BRAGAZZI N.L. Anti-rabies vaccination between the 18th and 19th centuries and its pioneer Eusebio Giacinto Valli (1755-1816). Journal of Preventive Medicine and Hygiene, 2019.
6- BATISTA H.B.C.R., FRANCO AC, ROEHE PM. Raiva: uma breve revisão. Acta Scientiae Veterinariae, 2007.
7- CDC. Raiva. Centers for Disease Control and Prevention. Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, 2011
8- LIMA J. Cat rabies in Brazil: a growing One Health concern. Public Health, 2023.
9- VARGAS A.; ROMANO A.P.M; MERCHÁN-HAMANN E. Raiva humana no Brasil: estudo descritivo, 2000 – 2017. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2019.
10- BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Departamento de Saúde Animal. Boletim de Defesa Sanitária Animal. Análise de indicadores epidemiológicos da raiva dos herbívoros no brasil (período 2006/2012), 2013.
11- BRASIL. Ministério da Saúde. Ouvidoria geral do SUS, casos de raiva humana no Brasil nos últimos anos, 2024.
12- BLANCOU J. História da vigilância e controle de doenças animais transmissíveis. Escritório Internacional de Epizootias, 2003.
13- HANLON C. & CHILDS J. "Raiva: Base científica da doença e seu manejo." Epidemiologia da Raiva, segunda edição, 2013.
14- SING R., SING K.P., CHERIAN S., SAMINATHAN M., KAPOOR S. MANJUNATHA R. G. B., DHAMA K. Rabies – Epidemiology, pathogenesis, public health concerns and advances in diagnosis and control: a comprehensive review, Veterinary Quartely, 2017.
15- BILAL A. "A raiva é uma doença zoonótica: uma revisão da literatura." Ocupação. Med. Saúde Aff 9.2, 2021.
16- BABBONI S.D. e MODOLO J.R. Rabies: Origin, Importance and Historical Aspects. J. Health Sci, 2015.
17- SCHNEIDER M.C., ALMEIDA G.A., SOUZA L.M., MORARES N.B., DIAZ R.C. Controle da raiva no Brasil de 1980 a 1990. Rev Saúde Pública, 1996.
18- NYBERG M. et al. "A sylvatic rabies epidemic in Finland: descriptive epidemiology and results of oral vaccination". Acta Veterinaria Scandinavica, 1992.
19- MERLO D. N. et al. "Health education for prevention of human rabies." Report of the International Committee on Taxonomy of Viruses, 2021.
20- LEUNG, et al., "Raiva: epidemiologia, patogênese e profilaxia." Advances in therapy 24, 2007.
21- ALBERTINI A.A., RUIGROK R.W., BLONDEL D. Rabies virus transcription and replication. Adv Virus Res, 2011.
22- ZHU S. & GUO C. Rabies control and treatment: From prophylaxis to strategies with curative potential. Viruses, 2016.
23- MA X., et al. Vigilância da raiva nos Estados Unidos em 2021. J Am Vet Med Assoc., 2023
24- SWINKELS H.M., KOURY R., WARRINGTON S.J. Raiva. Stat Pearls. Ilha do Tesouro (FL): StatPearls Publishing, 2025.
25- LACY M., PHASUK N., SCHOLAND S.J. Tratamento da Raiva Humana - Da Paliação à Promessa. Vírus, 2024.
26- TOURÉ A. Rabies surveillance and prevention in Guinea: Epidemiological data and postexposure prophylaxis challenges. Veterinary World, 2024.
27- GREENE C.E. & RUPPRECHT C.E. Rabies and other lyssavirus infections. In: Greene CE, editor. Infectious diseases of the dog and cat. St Louis: Elsevier Saunders, 2006.
28- HEMACHUDHA T., et al. Human rabies: neuropathogenesis, diagnosis and treatment. Lancet Neurol, 2013.
29- JACKSON A.C. Pathogenesis. In: Rabies. Jackson AC and Wunner WH, editors. San Diego (CA): Academic Press, 2002.
30- TSIANG H., PORTE S., AMBROISE D.J., DERER M., KOENIG J. Infection of cultured rat myotubes and neurons from the spinal cord by rabies virus. J Neuropathol Exp Neurol, 1986.
31- MAZARAKIS N.D., AZZOUZ M., ROHELL J.B. Rabies virus glycoprotein pseudotyping of lentiviral vectors enables retrograde axonal transport and access to the nervous system after peripheral delivery. Hum Mol Genet, 2001.
32- PRADO M.M.F. A Raiva Urbana. Faculdades Metropolitanas Unidas. São Paulo-SP, 2009.
33- FUNASA. Guia de Vigilância Epidemiológica. Vol ll. Brasília – DF, 2002.
34- SANTOS S.S., SIQUEIRA-BATISTA R., GOMES A.P. Raiva humana. In: Siqueira Batista R, Gomes AP, Igreja RP, (editores) Huggins. Medicina tropical. 1ª ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 2001.
35- WARRELL M.J. & WARRELL D.A. Rabies and other lyssavirus diseases. Lancet, 2004.
36- KOTAIT I., CARRIERI M.L., TAKAOKA N.Y. Raiva: aspectos gerais e clínicos. Manual Técnico do Instituto Pasteur Número 8. São Paulo: Instituto Pasteur, 2009
37- BRASIL. Ministério da Saúde. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
38- AHMED M. Rabies prevention and control practices and associated factors among dog owners in Chiro, West Hararghe, Ethiopia. Journal of Public Health Research, 2022.
39- BRASIL. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Protocolo para Tratamento de Raiva Humana no Brasil. Epidemiol Serv Saúde, 2009.
40- OMS. Consulta de Especialistas da OMS sobre Raiva, 2018.
41- GIBBONS K., DVORACEK K. Profilaxia pós-exposição à raiva: O que o profissional de emergência médica dos EUA precisa saber. Acad Emerg Med, 2023.
42 - REGASSA B. Incidence, risk factors, and control of Rabies in Ethiopia: A systematic review and meta-analysis. PLOS Neglected Tropical Diseases, 2025.
43- FOOKS A.R., CLIQUET F., FINKE S., FREULING C., HEMACHUDHA T. et al. Raiva. Nat Rev Dis Primers, 2017.
44- COSTA W.A., ÁVILA C.A., VALENTINE E.J.G., REICHMANN M.L.A.B., PANACHÃO M.R.I., CUNHA R.S., GUIDOLIN R., OMOTO T.M., BOLZAN V.L. Manual Técnico 4 do Instituto Pasteur: Profilaxia da raiva humana. São Paulo: Instituto Pasteur, 2000.
45-MANFRO, A. Brazilian Portuguese version of the Anger Rumination Scale (ARS-Brazil). SciELO Brasil, 2018.
46- UIEDA W., HARMANI N.M, SILVA M.M. Rabies in insectivorous bats (Molossidae) of Southeastern Brazil. Rev Saude, 1995.
47- RUPPRECHT C.E., TURMELLE A., KUZMIN I.V. A perspective on lyssavirus emergence and perpetuation. Curr Opin Virol, 2011.
48- DANTAS-TORRES F. Bats and their role in human rabies epidemiology in the Americas. J Venom Anim Toxins incl Trop Dis, 2008.
49- BLANTON J. D., ROBERTSON K., PALMER D., RUPPRECHT C.E. "Vigilância da raiva nos Estados Unidos em 2008." Journal of the American Veterinary Medical Association, 2009.
50- BAER G.M.The natural history of rabies. Boca Raton (FL): CRC Press, 1991.
51- CHHABRA M. e ICHHPUJANI R.L. Animal bites: the current management guidelines. Indian J Pediatr, 2003.
52- CONSALES C.A. e BOLZAN V.L. "Revisão da raiva: imunopatologia, aspectos clínicos e tratamento." Journal of Venomous Animals and Toxins including Tropical Diseases 13, 2007.
53- AJOKE, EHIMIYEIN, AUDU SOLOMON E EHIMIYEIN IKHIDE. "O papel do comércio e do abate de cães para obtenção de carne na epidemiologia da raiva, com referência especial à Nigéria — uma revisão.", 2014.
54- PAL, M. Endemic Rabies in Ethiopia in the One Health Era. American Journal of Public Health, 2024.
55- EKANEM E.E., et al. "Tráfico de cães vadios impulsionado pelo consumo de carne canina como fator de risco para infecção por raiva em Calabar, sul da Nigéria." Ciências da saúde africanas, 2013.
56- JAVADI M., FAYAZ A., MIRDEHGHAN S.A., AINOLLAHI B. Transmission of rabies by corneal graft. Cornea, 1996.
57- HELLENBRAND W., et al. "Alerta eletrônico de 18 de fevereiro: casos de raiva na Alemanha após transplante de órgãos." Boletim semanal (1997–2005), 2005.
58- KREBS J.W., MANDEL E.J., SWERDLOW D.L., RUPPRECHT C.E. Rabies surveillance in the United, 2005.
59- SRINIVASAN A., BURTON E.C., KUEHNERT M.J., RUPPRECHT C., SUTKER W.L., et al. Transmission of rabies virus from an organ donor to four transplant recipients. N Engl J Med, 2005.
60- JACKSON A.C. Rabies. Neurol Clin., 2008.
61- CHAVES L.B., SILVA A.C.R., CAPORALE G.M.M., SCHEFFER K.C., NETO S.J.W., CARRIERI M.L., KOTAIT I. Diagnóstico ante-mortem da raiva humana: anticorpos neutralizantes em soro e líquido cefaloraquidiano. Boletim Epidemiológico Paulista, 2007.
62- PICARD-MEYER E., BRUYERE V., BARRAT J., et al. Development of a heminested RT-PCR method for the specific determination of European Bat Lyssavirus 1. Comparison with other rabies diagnostic methods. Vaccine, 2004.
63- ZAIDMAN GW. & BILLINGSLEY A. Corneal impression test for the diagnosis of acute rabies encephalitis. Ophthalmology, 1998.
64- OMS. Organização Mundial da Saúde. Raiva, 2019.
65- BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. Caderno 13. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
66- DIAZ A.M., PAPO S., RODRIGUEZ A., SMITH J.S. Antigenic analysis of rabies-virus 281 isolates from Latin America and the Caribbean. Zentralbl Veterinarmed, 1994.
67- DYER J.L., NIEZGODA M., ORCIARI L.A., YAGER P.A., ELLISON J.A., RUPPRECHT C.E. Evaluation of an indirect rapid immunohistochemistry test for the differentiation of rabies virus variants. J Virol Methods, 2013.
68- PINHEIRO P. Raiva Humana – Transmissão, Sintomas e Vacina. MD. Saúde, 2020.
69- KUMAR S. Rabies Day Special: Bridging the Gap between Science and Safety. Bio Vet Innovator Magazine, 2024.
70- BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema Nacional de Vigilância em Saúde: Casos confirmados de Raiva Humana, segundo UF de residência. Ministério da Saúde, 2011.
71- GOMES A.P., VIANA L.E.O., PINTO R.C.T., et al. O sistema nervoso central e as doenças infecciosas: novas fronteiras. In: Esperidião AV. Neurociências: diálogos e interseções. Rio de Janeiro: Rubio, 2012.
72- SCHNEIDER, M. C. Fifty Years of the National Rabies Control Program in Brazil under the One Health Perspective. Pathogens, 2023.
73- STADING B.R., OSORIO J.E., VELASCO-VILLA A., SMOTHERMAN M., KINGSTAD-BAKKE B., ROCKE T.E. Infectivity of attenuated poxvirus vaccine vectors and immunogenicity of a raccoonpox vectored rabiesvaccine in the Brazilian free-tailed bat (Tadarida brasiliensis) Vaccine, 2016.
74- WHO (WORLD HEALTH ORGANIZATION). World survey of rabies. Zoonoses and veterinary public health, 2011.
75- RUPPRECHT C.E. Rabies in the Tropics. Springer Nature, 2022.
76- CAMARA A. Update on Canine and Human Rabies in a Rabies Endemic Situation in the Republic of Guinea. Journal of Immune Based Therapies, 2024.
77- OTOLORIN G.R., AIYEDUN J.O., MSHELBWALA P.P., AMEH V.O., DZIKWI A.A., DIPEOLU M.A., DANJUMA F.A. A review on human deaths associated with rabies in Nigeria. J Vaccines Vaccin, 2015.
78- ROSE V.L. CDC issues revised guidelines for the prevention of humanrabies. Am Fam Physician, 1999.
79- CASTRODALE L., WALKER V., BALDWIN J., HOFMANN J., HANLON C. Rabies in a puppy imported from India to the USA, March 2007. Zoonoses Public Health, 2008.
80- BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ouvidoria do SUS, saúde de A a Z, casos de raiva humana no Brasil, 2025.