A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA GESTÃO DE RISCOS INTRA HOSPITALARES RELACIONADOS A SEGURANÇA DO PACIENTE
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-092Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Gestão de Risco, Intra-Hospitalar, Segurança do PacienteResumo
Introdução: A complexidade das organizações hospitalares e o impacto social, econômico e psicológico dos eventos adversos (EA) tornam a segurança do paciente uma prioridade essencial para a qualidade assistencial. A segurança do paciente é compreendida como a redução a um mínimo aceitável de danos desnecessários associados ao cuidado de saúde. Objetivo: Avaliar, por meio de uma revisão de escopo, o papel da Inteligência Artificial na Gestão de Riscos Hospitalares relacionados à segurança do paciente. Metodologia: Trata-se de uma revisão de escopo pautada nas recomendações metodológicas do Joanna Briggs Institute (JBI). O levantamento foi realizado entre março e maio de 2026 nas bases PubMed, Scopus, SciELO, BDTD e manuais do Ministério da Saúde/IBICT, além de busca adicional no Google Scholar (literatura cinzenta). Incluíram-se estudos primários quantitativos e qualitativos, teses, dissertações e documentos técnicos publicados nos últimos 10 anos (em inglês, português e espanhol). Resultados e Discussão: Os achados foram correlacionados com o panorama normativo recente, com destaque para a publicação da Portaria GM/MS nº 10.220 em fevereiro de 2026, que instituiu a Política de Gestão de Riscos no âmbito do Ministério da Saúde para subsidiar o planejamento seguro das instituições. Apesar dos benefícios, a literatura destaca entraves severos para a consolidação das tecnologias de IA na saúde como os entraves da Caixa-preta, vieses de dados, alucinações e falhas técnicas, além das barreiras estruturais e na formação de profissionais. Considerações Finais: O estudo conclui que a Inteligência Artificial desempenha um papel transformador e altamente benéfico na saúde quando utilizada como uma "segunda camada de proteção" para os profissionais, sem nunca substituir o julgamento clínico e o raciocínio humano.
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Referências
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