MÃES SOLO E ESTUDANTES DA EPJA: REFLETINDO SOBRE AS REGULAÇÕES DE GÊNERO E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O ACESSO E A PERMANÊNCIA ESCOLAR
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-037Palavras-chave:
Emancipação, Escolarização, EPJA, GêneroResumo
O presente artigo discorre sobre a trajetória de mulheres mãe solo que enfrentaram, no decorrer dos seus processos de escolarização, rupturas e descontinuidades em decorrência das opressões de gênero e da negação de direitos. A questão principal interroga: quais são as dificuldades vivenciadas pelas estudantes mães monoparentais para efetivar o direito ao acesso e à permanência no contexto da EPJA em uma escola estadual, situada em Riacho de Santana — BA? Objetivamos, nesta pesquisa, analisar quais são as dificuldades vivenciadas pelas estudantes mães monoparentais para efetivar o direito ao acesso e à permanência no contexto da EPJA em uma escola estadual, situada em Riacho de Santana — BA. De abordagem qualitativa, optamos por trilhar os caminhos da pesquisa de campo de natureza exploratória, realizada no período de 15 de março a 10 de agosto, mediante entrevista semiestruturada. O presente estudo revelou que as estudantes mães solo da EPJA encontram diversas barreiras relacionados à permanência e ao acesso à educação, destacando-se a dificuldade em conciliar responsabilidades de cuidado, trabalho e estudos. Além disso, essas mulheres sofrem as consequências da intersecção entre raça, gênero e classe, que deslegitima suas aspirações educacionais e reforça a colonialidade de gênero. Embora a EPJA se constitua como um espaço de resistência e transformação, ainda carece de políticas públicas adequadas que promovam a emancipação educacional dessas mulheres.
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