WOMEN'S WORK IN RURAL AREAS: INVISIBILITY, GENDER INEQUALITIES, AND SOCIAL SECURITY ISSUES
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-198Keywords:
Rural Area, Women's Work, InvisibilityAbstract
This study aimed to analyze how scientific production has addressed the invisibility of women's work in rural areas, with an emphasis on the relationships between work, gender, and access to social security. The completed research was based on a systematic literature review, including authors such as Santos, Lefebvre, Massey, Wanderley, Tuan, and Martins. Twenty-two academic studies were selected, including articles, theses, dissertations, and undergraduate theses, prioritizing productions that addressed the institutional recognition of rural women and their right to retirement. The materials were analyzed using analytical note-taking, which allowed for the identification of recurring theoretical approaches, methodologies, and results. The results showed that exclusion from social security and the invisibility of women's work constituted structural phenomena, reinforced by patriarchal practices and the absence of policies sensitive to the reality of women in rural areas. It was concluded that theoretical advances and the strengthening of a critical and feminist approach were fundamental for the understanding and effective recognition of the rights of rural women.
Downloads
References
ABRÃO, J. A. A. A construção do conceito de espaço geográfico e suas implicações para a Geografia. Sociedade e Território, v. 22, n. 1, p. 46–64, jan./jun. 2010.
ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 1999.
BRUMER, Anita; ANJOS, Gabriele dos. Gênero e reprodução social na agricultura familiar. Revista NERA, [S. l.], n. 12, p. 6–17, 2012. DOI: https://doi.org/10.47946/rnera.v0i12.1396. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/nera/article/view/1396. Acesso em: 27 maio 2025.
BRUMER, Anita. Gênero e agricultura: a situação da mulher na agricultura do Rio Grande do Sul. Dossiê as Agricultoras do Sul do Brasil. Revista de Estudos Feministas, v. 12, n. 1, abr. 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2004000100011 . Acesso em: 6 jun. 2025
BRUMER, Anita. Previdência social rural e gênero. Sociologias, Porto Alegre, v. 4, n. 7, p. 50–81, jan./jun. 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/soc/a/RjHdp4QzNsZbPT6MqnsGDDt/?format=pdf&lang=pt . Acesso em: 03 mar. 2025.
CASTILHO, A. G. de. “Aposentada sim, mas ainda trabalhadora”: envelhecimento, trabalho e cuidado entre agricultoras familiares no Vale do Ribeira/SP. 2018. 287 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2018. Disponível em: https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1073452. Acesso em: 25 jun. 2025.
CHERON, CIBELE. A Trabalhadora da Região Metropolitana de Porto Alegre: Das Desigualdades às alternativas pela via do empoderamento. CSOnline – Revista Eletrônica de Ciências Sociais, ano 4, ed. 9, jan./abr. 2010.
COSTA, A. R. da. A invisibilidade do trabalho das mulheres agricultoras na prática cotidiana e os desafios do reconhecimento. 2016. 42 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais) – Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2016. Disponível em: https://monografias.ufma.br/jspui/handle/123456789/1840. Acesso em: 25 jun. 2025.
FRANCISCO, D. de S. Geografia, gênero e trabalho familiar: uma análise da contribuição das mulheres para a agricultura familiar na região Sul do Brasil. Revista Caminhos de Geografia, v. 21, n. 74, p. 14–27, 2020. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/56068. Acesso em: 25 jun. 2025.
GUEDES, A. G. de. Trabalho, cuidado e aposentadoria entre mulheres agricultoras: envelhecimento em áreas de reforma agrária. 2014. 265 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) – Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2014. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/10333. Acesso em: 25 jun. 2025.
JUNQUEIRA, Clarissa Pereira; LIMA, Jandir Ferrera de. Políticas públicas para a agricultura familiar no Brasil. Semina: Ciências Sociais e Humanas, [S. l.], v. 29, n. 2, p. 159–176, 2008. DOI: https://doi.org/10.5433/1679-0383.2008v29n2p159. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/view/5469. Acesso em: 12 dez.
KRETER, A. C; BACHA, C. J. C. Avaliação da equidade da Previdência no meio rural do Brasil. Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 44, n. 3, p. 467-502, 2006. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-20032006000300006. Acesso em 03 de mar. 2025.
LEFEBVRE, H. La production de l’espace. Paris: Anthropos, 1974.
MASSEY, D. Space, place and gender. Cambridge: Polity Press, 1994.
MARTINS, J. S. O poder do atraso: ensaios de sociologia da história lenta. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 2009.
MOREIRA, A. P. O gênero para a Geografia: por uma ciência feita com mulheres. Revista da ANPEGE, v. 18, n. 36, p. 1–28, 2022. DOI: 10.5418/ra2022.v18i36.13293. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/index.php/anpege/article/view/13293. Acesso em: 25 jun. 2025.
PAULA, L. A. C. de. As Margaridas seguem o caminho, do campo às ruas, das ruas ao campo: a mulher rural e sua trajetória de luta por reconhecimento e direitos. Caderno Prudentino de Geografia, [S. l.], v. 3, n. 41, p. 100–121, 2019. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/cpg/article/view/6657. Acesso em: 26 abr. 2025.
PAULILO, Maria Ignez. O peso do trabalho leve. Ciência Hoje, Rio de Janeiro, v.5, n.28, p.64-70, 1987. Disponível em: https://nafa.paginas.ufsc.br/fil/es/2010/09/OPesodoTrabalhoLeve.pdf. Acesso: 17/12/2024.
RELPH, E. Place and placelessness. London: Pion, 1976.
SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.
TUAN, Y.-F. Space and place: the perspective of experience. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1977.
WANDERLEY, M. N. B. Raízes históricas do campesinato no Brasil. In: WANDERLEY, M. N. B. (org.). O mundo rural como espaço de vida: reflexões sobre a propriedade da terra, trabalho e família rural. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2001. p. 27–60.