EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA PRIMEIRA INFÂNCIA: CONTRIBUIÇÕES DA NEUROCIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-208Palavras-chave:
Políticas Públicas, Neurociência, Primeira Infância, Educação InclusivaResumo
Este estudo analisa a contribuição da neurociência para o fortalecimento das políticas públicas e da educação inclusiva na primeira infância, considerando esse período como decisivo para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social, marcado pela alta plasticidade cerebral (Lent, 2017; Relvas, 2022). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter analítico integrativo (Minayo, 2014; Souza; Silva; Carvalho, 2017). Fundamenta-se em autores como Damásio (2012), Cosenza e Guerra (2011) e Antunes (2011), que destacam a relação entre emoção, cognição e aprendizagem e a importância de práticas pedagógicas que respeitem as singularidades infantis. No campo das políticas públicas, o estudo apoia-se em marcos legais brasileiros, como a Constituição Federal (1988), a LDB (1996), o ECA (1990), a BNCC (2017), o Marco Legal da Primeira Infância (2016) e o PNE (2014), além das contribuições de pesquisadores como Mantoan (2015) e Sassaki (2019), entre outros teóricos que tratam os desafios para efetivação da educação inclusiva. A análise seguiu as etapas de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos. Os resultados confirmam a necessidade de se integrar a neurociência aos demais estudos e decisões para a elaboração de políticas de educação inclusiva na primeira infância, possibilitando o aprimoramento das práticas pedagógicas, bem como do trabalho do professor em diversas áreas, na consolidação de práticas efetivamente inclusivas e humanizadas na educação infantil.
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