TRANSTORNOS ALIMENTARES, CONSUMO ALIMENTAR E ÍNDICE DE QUALIDADE DA DIETA EM UNIVERSITÁRIOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-131Palavras-chave:
Transtornos Alimentares, Universitários, Qualidade da Dieta, Consumo AlimentarResumo
O estudo visou investigar o risco para transtornos alimentares, o consumo alimentar e a qualidade da dieta em estudantes de Nutrição de instituições públicas e privadas de Teresina–PI. Os transtornos alimentares, como anorexia nervosa e bulimia nervosa, são condições psiquiátricas caracterizadas por comportamentos alimentares desregulados e preocupação excessiva com peso e imagem corporal, sendo mais frequentes em universitários da área da saúde devido à pressão acadêmica e valorização da aparência física. Trata-se de um estudo transversal realizado com 370 estudantes de instituições de ensino superior. Foram aplicados questionários socioeconômicos, o EAT-26 para identificar risco de transtornos alimentares e o Questionário de Frequência Alimentar, além da avaliação da qualidade da dieta pelo Índice de Qualidade da Dieta Revisado. Os resultados mostraram que 24,6% dos estudantes apresentaram risco para transtornos alimentares. A maioria dos participantes era do sexo feminino, com média de idade entre 21 e 22 anos. Observou-se consumo frequente tanto de alimentos in natura ou minimamente processados (como arroz, feijão, frutas e verduras) quanto de alimentos com altos teores de gordura e sódio (pizza, salgados fritos, refrigerantes e doces). A pontuação média do IQD-R foi de 71,8 pontos, indicando boa qualidade da dieta, com destaque para os componentes frutas totais, carnes, leite e derivados. Concluiu-se que, embora a qualidade geral da dieta tenha sido classificada como boa, houve risco significativo (OR =1,17) para transtornos alimentares entre os estudantes de Nutrição, reforçando a necessidade de estratégias de intervenção voltadas à promoção da saúde mental, equilíbrio alimentar e qualidade de vida no ambiente universitário.
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